Triagem Psicológica
Instrumentos validados de auto-avaliação. Responda, veja seu resultado e receba orientação personalizada.
AQ-10 — Quociente do Espectro Autista (versão adulto)
Versão reduzida do Autism Spectrum Quotient (AQ), desenvolvida por Allison et al. (2012) para rastreamento de traços do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos sem deficiência intelectual. Avalia cinco domínios: percepção sensorial, flexibilidade cognitiva, inferência social, compreensão emocional/interesses restritos e mentalização. Cutoff ≥ 7: alto indicativo de TEA (sens. 78%, espec. 87%). Tradução para o português brasileiro: Instituto de Pesquisas Neuropsiquiátricas/SUAV (Waldir Toledo, 2020); validação brasileira: Paula et al. (2018). Não substitui avaliação diagnóstica formal.
ASRS-18 — Escala de Auto-Avaliação do TDAH em Adultos
Instrumento de triagem para sintomas de TDAH em adultos, desenvolvido em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Avalia sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade com base nos critérios do DSM-5.
AUDIT — Teste de Identificação de Distúrbios por Uso de Álcool
Instrumento de rastreio desenvolvido pela OMS para identificar padrões de consumo de álcool potencialmente prejudiciais. Avalia frequência e quantidade de consumo, sintomas de dependência e consequências adversas. Dois fatores: Frequência/Consequências e Dependência. Versão brasileira validada por Santos et al. (2012). Adotar pontos de corte sugeridos pela OMS (Babor et al., 2001): 0–7 baixo risco; 8–15 arriscado; 16–19 nocivo; ≥20 dependência.
BFI-25 — Big Five Inventory (Versão Brasileira)
Instrumento de autorrelato que mede os cinco grandes fatores de personalidade (Big Five): Extroversão, Amabilidade, Conscienciosidade, Neuroticismo e Abertura à Experiência. Adaptado e validado para o português brasileiro (Roiz Junior et al., 2023). Não estabelece pontos de corte clínicos — os resultados descrevem traços dimensionais de personalidade e devem ser integrados à avaliação clínica.
BI-AAQ — Questionário de Aceitação e Ação da Imagem Corporal
Instrumento unidimensional baseado no modelo ACT para avaliação da flexibilidade/inflexibilidade psicológica frente a pensamentos, sentimentos e sensações relacionados ao corpo. Escores mais altos indicam maior inflexibilidade — evitação experiencial, fusão cognitiva com pensamentos autocríticos sobre aparência e estreitamento comportamental. Associado a risco aumentado de compulsão alimentar, busca patológica pela magreza e sintomatologia de transtornos alimentares. Versão brasileira de 11 itens validada por Lucena-Santos et al. (2017). Sem cutoffs localmente validados — interpretar por comparação com médias normativas.
BIS-11 — Escala de Impulsividade de Barratt
O BIS-11 (Barratt Impulsiveness Scale – 11ª edição) avalia impulsividade como traço multidimensional, abrangendo dificuldade de inibição de respostas automáticas e baixa orientação para o futuro. A versão brasileira validada por Paula et al. (2022) apresenta dois fatores: Falta de Controle Inibitório e Falta de Planejamento. Possui normatização para adultos brasileiros (Malloy-Diniz et al., 2015). Principais aplicações: triagem e diagnóstico diferencial em TDAH, transtornos por uso de substâncias, transtornos de personalidade e comportamento suicida; monitoramento longitudinal.
BSFI — Inventário Breve da Função Sexual Masculina
O BSFI (Brief Male Sexual Function Inventory) avalia a função sexual masculina em cinco domínios: desejo sexual, função erétil, ejaculação, percepção de problemas e satisfação global. Desenvolvido por O'Leary et al. (1995) e adaptado para o Brasil por Silva et al. (2025). O escore total (0–40) indica função sexual autorreferida — quanto maior, melhor. A versão brasileira apresentou limitações de validade estrutural; o escore total é recomendado como medida sintética de triagem global, com cautela e sempre complementado por entrevista clínica. Não possui pontos de corte validados.
BSL-23 — Lista de Sintomas Borderline
Instrumento de autorrelato para avaliação da gravidade de sintomas associados ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na última semana. Estrutura unidimensional derivada do BSL-95, com base em critérios DSM-IV e na entrevista DIB-R. Avalia instabilidade afetiva, autoimagem negativa, impulsividade, solidão, medo de abandono, dissociação e ideação suicida/autolesiva. Escores mais altos indicam maior gravidade. Sem cutoffs validados para o Brasil — interpretação deve ser contextualizada, longitudinal e integrada à entrevista clínica. Validação brasileira em amostra não clínica: Catelan et al. (2025).
CBI-Br — Inventário de Burnout de Copenhagen
O Copenhagen Burnout Inventory — versão brasileira (CBI-Br) avalia a síndrome de burnout em três dimensões: exaustão pessoal (Burnout Pessoal), esgotamento relacionado ao trabalho (Burnout Relacionado ao Trabalho) e desgaste no convívio com colegas (Burnout Relacionado ao Cliente/Paciente). Desenvolvido por Kristensen et al. (2005) e validado para trabalhadores universitários brasileiros por Rocha et al. (2020). Não possui cutoffs clínicos validados para o Brasil; faixas interpretativas baseadas em referências internacionais.
CBI-S — Inventário de Burnout de Copenhagen (Estudantes)
O CBI-S (Copenhagen Burnout Inventory – Student Version) avalia a síndrome de burnout em estudantes universitários, concentrando-se na experiência de exaustão física, emocional e cognitiva em quatro dimensões: pessoal, acadêmica, relacional com colegas e relacional com professores. Baseado no modelo de Kristensen et al. (2005), que diferencia burnout de estratégias de enfrentamento e consequências — avaliando exclusivamente a experiência de exaustão. Adaptado e validado para Brasil e Portugal por Campos et al. (2013) em versão de 23 itens. Sem pontos de corte clínicos validados. Não deve ser utilizado isoladamente para fins diagnósticos; requer complementação com entrevista clínica. Em casos com escores elevados, recomenda-se correlação com instrumentos de depressão (ex.: PHQ-9).
CORE-OM — Avaliação Clínica de Resultados em Rotina
O CORE-OM (Clinical Outcomes in Routine Evaluation – Outcome Measure) é um instrumento pan-teórico de autoaplicação que avalia o sofrimento psicológico global em adultos, abrangendo bem-estar subjetivo, sintomas psicológicos, funcionamento interpessoal/social e indicadores de risco. Desenvolvido pelo CORE System Trust (Evans et al., 2000) e adaptado para o português brasileiro por Santana et al. (2015), com modificações semânticas em 7 dos 34 itens. Indicado para triagem pré-terapia, monitoramento de progresso e avaliação de desfecho terapêutico em diferentes contextos de saúde mental. A subescala Risco deve ser sempre analisada separadamente e item a item — qualquer resposta não-nula em itens de ideação suicida requer atenção clínica imediata. Não substitui entrevista clínica nem diagnóstico estruturado.
DGI-28 — Inventário de Adiamento de Gratificação
O Inventário de Adiamento de Gratificação (DGI) avalia a tendência disposicional de postergar recompensas imediatas em favor de benefícios futuros, dentro de um modelo de autorregulação. A versão brasileira de 28 itens (Figueira et al., 2020) abrange quatro domínios: Comida, Realização, Social e Dinheiro. Instrumento sem cutoffs clínicos validados; interpretação deve ser dimensional e comparativa entre subescalas. Indicado para triagem de dificuldades de autocontrole, formulação de caso e pesquisa.
EAR — Escala de Autoestima de Rosenberg
Instrumento de autorrelato unifatorial para avaliação da autoestima global, definida como a orientação avaliativa positiva ou negativa que o indivíduo tem de si mesmo. Amplamente utilizado em triagem clínica, pesquisa do desenvolvimento e monitoramento terapêutico. Versão brasileira validada por Sbicigo et al. (2010) e normatizada por Hutz & Zanon (2011).
EDTec — Escala de Dependência Tecnológica
Instrumento de autorrelato para avaliar a presença e a intensidade de comportamentos associados ao uso disfuncional de tecnologias digitais (smartphones, computadores, internet). Avalia cinco dimensões: perda de controle/compulsividade, impactos funcionais, sintomas de abstinência/ansiedade, regulação emocional e isolamento social/conflitos. Cutoffs orientativos (não validados no Brasil): 0–20 baixa dependência; 21–40 moderada; 41–60 severa. Desenvolvido por Júlio Cézar Gonçalves do Pinho (CRP-12/17614).
EMA-ASRS — Monitoramento Diário de Sintomas de TDAH
Versão de Avaliação Ecológica Momentânea (EMA) da ASRS para monitoramento diário das flutuações de sintomas de Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade em adultos. Diferente da ASRS-18 (retrospectiva, 6 meses), esta versão foca na variabilidade do estado e no impacto do contexto ao longo do dia, reduzindo vieses de memória. Não possui cutoffs clínicos validados — interpretação baseada em trajetória intraindividual. Adaptado por Natália Matteoli Abatti (CRP-08/35785).
ESE — Escala de Sonolência de Epworth
A Escala de Sonolência de Epworth (ESE; ESS no original) mede a propensão habitual a cochilar em situações cotidianas de baixa a moderada estimulação, avaliando sonolência diurna excessiva (SDE) como construto subjetivo distinto de cansaço. Desenvolvida por Johns (1991) e validada para o português brasileiro por Bertolazi et al. (2009). Instrumento unidimensional, breve e amplamente utilizado em medicina do sono. O estudo brasileiro não apresenta cutoffs validados; faixas interpretativas baseadas na literatura internacional. Não deve ser usado isoladamente para diagnóstico etiológico de transtornos do sono.
GAD-7 — Escala de Transtorno de Ansiedade Generalizada
A GAD-7 (Generalized Anxiety Disorder Scale) é um instrumento de autorrelato breve que avalia a presença e a frequência de sintomas do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) conforme os critérios do DSM-IV. Desenvolvida por Spitzer et al. (2006) e validada para o Brasil por Silva et al. (2023). Estrutura unifatorial; ponto de corte ≥ 10 indicativo de sintomatologia clinicamente relevante. Amplamente utilizada em triagem clínica, pesquisa e acompanhamento terapêutico.
HAM-A — Escala de Ansiedade de Hamilton
Escala de entrevista clínica de 14 itens para avaliação da gravidade de sintomas de ansiedade. Proposta por Hamilton (1959) para quantificar sintomas em pacientes já diagnosticados com estados de ansiedade; não é instrumento diagnóstico. Avalia duas dimensões: Ansiedade Psíquica (itens 1–6 e 14 — humor ansioso, tensão, medos, insônia, distúrbio cognitivo, humor deprimido e comportamento na entrevista) e Ansiedade Somática (itens 7–13 — muscular, sensorial, cardiovascular, respiratório, gastrointestinal, geniturinário, autonômico). Pontos de corte validados apenas em amostra brasileira com Doença de Parkinson (Kummer et al., 2010) — não extrapolar para diagnóstico geral de TAG. Preenchimento exclusivo pelo profissional após entrevista estruturada.
JSS — Escala de Estresse no Trabalho (Job Stress Scale)
Versão resumida da Job Stress Scale para avaliação do estresse ocupacional com base no modelo Demanda-Controle-Apoio Social (Karasek & Theorell, 1990). Avalia três dimensões: demanda psicológica, controle sobre o trabalho e apoio social. Combinações de alta demanda com baixo controle ("job strain") estão associadas a maior risco de sofrimento psíquico e doenças relacionadas ao trabalho. Adaptação brasileira validada por Alves et al. (2004).
M-CHAT — Lista de Verificação Modificada para Autismo em Bebês
Instrumento de rastreamento precoce de sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças de 16 a 30 meses. Composto por 23 perguntas sobre desenvolvimento social, comunicação e comportamento. Deve ser preenchido por pais ou cuidadores. Não substitui avaliação diagnóstica — identifica crianças que necessitam de acompanhamento especializado. Tradução brasileira validada por Losapio & Ponde (2008).
MSFI — Índice de Função Sexual Masculina
O MSFI (Male Sexual Function Index) avalia a função sexual masculina em cinco domínios da resposta sexual: desejo, excitação, ereção, orgasmo e satisfação. Desenvolvido por Kalmbach et al. (2015) e validado para o Brasil por Júnior et al. (2023), com evidências de invariância de medida entre orientações sexuais. Não possui cutoffs validados; uso recomendado como triagem multidimensional e organizador da entrevista clínica — não substitui avaliação médica/uroandrológica. Escore "0 = sem atividade sexual" deve ser interpretado como dado clínico (evitação, ausência de oportunidade, valores), não como equivalente de pior função.
OCI-R — Inventário de Obsessões e Compulsões - Revisado
Instrumento de autorrelato para avaliação dimensional dos sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Mede seis domínios: verificação, lavagem, ordenação, acumulação, obsessões e neutralização. Utilizado para triagem, formulação de caso e monitoramento da resposta ao tratamento (ex.: TCC com ERP). Versão brasileira validada por Souza et al. (2008, 2011).
PANAS — Escala de Afetos Positivos e Negativos
Instrumento bifatorial que mede Afeto Positivo (PA — energia, engajamento, alerta) e Afeto Negativo (NA — angústia, medo, culpa, raiva, nervosismo) como dimensões ortogonais da experiência afetiva. Útil para triagem emocional, monitoramento de humor e formulação de caso. Versão brasileira de 19 itens validada por Carvalho et al. (2013). Sem cutoffs clínicos para o Brasil — interpretação contínua e contextualizada. O período de referência deve ser indicado pelo profissional (último dia, semana, mês).
PBI-M — Instrumento de Vínculo Parental (versão materna)
O Parental Bonding Instrument — versão materna (PBI-M) avalia a percepção retrospectiva do vínculo estabelecido com a mãe (ou cuidadora materna) nos primeiros 16 anos de vida, em dois eixos independentes: Afeto/Cuidado (calor emocional, suporte e empatia) e Superproteção/Controle (intrusividade, vigilância e restrição de autonomia). Desenvolvido por Parker et al. (1979) e adaptado para o Brasil por Hauck et al. (2006) e Teodoro et al. (2010). Amplamente utilizado na investigação de fatores de risco para depressão, ansiedade e transtornos de personalidade. Não há pontos de corte validados para o Brasil — cutoffs baseados na literatura internacional.
PCL-5 — Lista de Verificação do TEPT para o DSM-5
Instrumento de triagem e monitoramento dos sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) conforme os critérios B, C, D e E do DSM-5. Avalia reexperiência, evitação, alterações cognitivas/emocionais e hiperativação com base nos últimos 30 dias. Desenvolvido por Weathers et al. (2013) — National Center for PTSD (VA). Versão brasileira validada por Lima et al. (2016), Osório et al. (2017) e Pereira-Lima et al. (2019).
PID-5 — Inventário de Personalidade para o DSM-5
Instrumento de autorrelato para avaliação dimensional de traços patológicos de personalidade segundo o modelo da Seção III do DSM-5. Avalia 25 facetas organizadas em 5 domínios: Afetividade Negativa, Distanciamento, Antagonismo, Desinibição e Psicoticismo. Operacionaliza o Critério B do modelo alternativo de transtornos da personalidade. Escores mais altos indicam maior expressão do traço patológico. Sem cutoffs validados para o Brasil — interpretação dimensional e contextualizada.
POPS — Escala de Personalidade Obsessiva-Compulsiva Patológica
Instrumento dimensional para avaliação de traços mal-adaptativos do Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (OCPD), incluindo sua gravidade. Avalia quatro domínios validados: Dificuldade com mudanças (rigidez comportamental), Controle emocional excessivo (supressão afetiva), Perfeccionismo mal-adaptativo (padrões inflexíveis, autocrítica) e Relutância em delegar (desconfiança na competência alheia). Escores mais altos indicam maior intensidade dos traços. Cutoffs exploratórios sem validação local — interpretação deve ser contextualizada e integrada à entrevista clínica. Sadri et al. (2018) / J Pers Assessment.
PTCI — Inventário de Cognições Pós-Traumáticas
O Posttraumatic Cognitions Inventory (PTCI) avalia cognições disfuncionais relacionadas a eventos traumáticos, baseado nos modelos cognitivos de TEPT (Foa et al., 1999). Abrange crenças sobre o self, o mundo e autorresponsabilização. Foi desenvolvido para descrever e monitorar pensamentos que mantêm o TEPT e para discriminar indivíduos traumatizados com e sem o transtorno. A adaptação brasileira de conteúdo foi publicada por Sbardelloto et al. (2013); ainda não há dados de fidedignidade ou validade estrutural para o Brasil — use com caráter complementar à entrevista clínica.
QIAS — Questionário Integrado de Avaliação de Superdotação
O QIAS avalia superdotação em cinco domínios: acadêmico, criativo-produtivo, metafísico-espiritual, socioemocional/relacional (denominado "sexual" no estudo original, com foco em empatia, respeito à diversidade e competências relacionais) e Bulk integrativo. Desenvolvido por Breviário et al. (2025) para adolescentes e universitários brasileiros. Atenção: o instrumento apresenta limitações psicométricas relevantes (ausência de evidências de validade de conteúdo, cargas fatoriais e índices de ajuste não reportados); usar exclusivamente como triagem/hipótese, integrado a entrevista clínica e dados escolares.
RBS — Escala de Crenças Românticas
A Romantic Beliefs Scale (RBS) avalia crenças cognitivas sobre o romantismo e o amor ideal, entendidas como esquemas que orientam expectativas, interpretações e comportamentos em relacionamentos amorosos. Abrange quatro fatores: Amor encontra uma maneira, Um e único, Idealização e Amor à primeira vista. Desenvolvida por Sprecher & Metts (1989) e adaptada para o Brasil por Zibenberg & Natividade (2024). Não possui pontos de corte clínicos validados; interpretação deve ser dimensional e comparativa.
RIS — Escala de Insônia de Regensburg
Escala de auto-avaliação curta que mede aspectos quantitativos e qualitativos do sono, desenvolvida para triagem e monitoramento da insônia psicofisiológica. Avalia quatro fatores: quantidade de sono, profundidade do sono, foco medroso na insônia e funcionamento diurno/uso de hipnóticos. Pontuação total de 0 a 40 — escores ≥ 13 são indicativos de sintomas consistentes com insônia psicofisiológica. Desenvolvida por Crönlein et al. (2013).
SAST — Escala de Rastreamento para Dependência de Sexo
Instrumento de rastreamento para identificação de comportamento sexual aditivo, baseado em critérios diagnósticos adaptados do DSM-IV para dependência de sexo. Avalia preocupação sexual persistente, perda de controle, culpa/degradação, ocultação de comportamentos, uso de sexo para escapar de problemas, interferência familiar/ocupacional e histórico de abuso. Cutoff ≥ 6 indica triagem positiva — necessidade de investigação sistemática. Validação brasileira: Silveira et al. (2000). Aplicação exclusiva por profissional habilitado.
SNAP-IV (26 itens) — Escala de Avaliação de TDAH e Oposição
Escala padronizada para rastreamento de sintomas de TDAH e Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) em crianças e adolescentes. Baseada nos critérios do DSM-IV, deve ser preenchida por pais ou professores que convivam regularmente com a criança.
SPIN — Inventário de Fobia Social
O SPIN (Social Phobia Inventory) avalia sintomas associados ao Transtorno de Ansiedade Social (TAS) nas dimensões de medo, evitação e sintomas fisiológicos em situações sociais. Desenvolvido por Connor et al. (2000) com base nos critérios do DSM-IV; as dimensões avaliadas permanecem compatíveis com o DSM-5-TR. Adaptado para o Brasil por Osório et al. (2009) com universitários de 18 a 35 anos. Ponto de corte clínico validado: ≥ 19 (sensibilidade 0,72; especificidade 0,84). Sensível a mudanças terapêuticas — pode ser reaplicado para monitoramento longitudinal. Não deve ser usado isoladamente para diagnóstico; requer complementação com entrevista clínica.
SQOL-F — Questionário de Qualidade de Vida Sexual Feminina
O SQOL-F (Sexual Quality of Life – Female; QQVS-F em português) mensura o impacto da vida sexual na qualidade de vida subjetiva da mulher, incluindo autoestima sexual, afetos negativos (frustração, ansiedade, vergonha, culpa), evitação sexual e dimensões relacionais. Desenvolvido por Symonds et al. (2005) e adaptado para o Brasil por Pereira & Souza (2022). Instrumento unidimensional; maior escore indica melhor qualidade de vida sexual (18–108). Sem cutoffs validados — média descritiva da amostra brasileira: 84,17 (DP = 19,46). Usar sempre como complemento à entrevista clínica e avaliação de função sexual.
SSSS — Escala de Busca de Sensações Sexuais
A Sexual Sensation Seeking Scale (SSSS) mede a propensão disposicional a buscar experiências sexuais novas, variadas e excitantes, com base na teoria da busca por sensações (Zuckerman, 1979). Desenvolvida por Kalichman et al. (1994) e validada para o português europeu por Pechorro et al. (2015); sem validação brasileira publicada. Instrumento unidimensional utilizado em triagem de comportamentos sexuais de risco, formulação de caso em sexologia e pesquisa em sexualidade. Sem pontos de corte validados — faixas interpretativas são heurísticas.
